Copa multitela redefine estratégias das marcas para conquistar os torcedores
Resumo
Marcas se adaptam a estratégias multitela para a Copa de 2026, explorando fragmentação de atenção entre TV, redes sociais, e-commerce e plataformas digitais, com 76% dos torcedores usando segunda tela. Relevante para entender transformações no varejo e e-commerce via omnicanalidade.
A disputa da Copa do Mundo não acontece apenas entre as 48 seleções de futebol que sonham em levantar a taça dourada no dia 19 de julho; as marcas também estão na briga pela atenção dos torcedores. Levantamento da empresa de mídia programática MiQ aponta que mais de 5 bilhões de pessoas devem acompanhar o torneio pela TV linear ou por plataformas digitais e estima que os jogos devem suscitar mais de 15 bilhões de interações sociais ao longo da competição. Além disso, 76% dos torcedores devem acompanhar as partidas com uma segunda tela móvel nas mãos.
Na prática, isso significa que a atenção da audiência estará distribuída entre TV conectada, redes sociais, vídeos curtos, buscas, aplicativos e e-commerce. Para as marcas, isso é uma oportunidade, segundo o diretor da MiQ, Guilherme Assumpção, desde que elas saibam interpretar o contexto, personalizar mensagens e ativar campanhas em tempo real.
"A conversa começa antes do jogo, ganha intensidade durante a partida e continua depois, impulsionada por conteúdo social e interações digitais em tempo real", afirma. "As marcas que conseguirem adaptar mensagens, formatos e canais ao momento de consumo de cada audiência terão vantagem competitiva em um ambiente de atenção cada vez mais fragmentada.”
A Copa de 2026 também deve ampliar a importância estratégica do Brasil para marcas e plataformas de mídia. Segundo a análise da MiQ, cerca de 49 milhões de brasileiros demonstram interesse no Mundial, enquanto o país concentra entre 30% e 40% da audiência televisiva latino-americana durante as Copas.
O estudo destaca ainda três diferentes perfis de comportamento dos torcedores durante o Mundial. O primeiro deles é o fã incondicional, caracterizado como o público altamente conectado ao futebol. Esse grupo reúne cerca de 29 milhões de brasileiros, com forte presença em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Já o patriota social é aquele que usa a Copa como experiência social e acompanha as principais notícias nas redes sociais e sites. Esse segmento representa aproximadamente 20 milhões de brasileiros. Por sua vez, o fã de esportes não é necessariamente fanático por futebol, mas está conectado a marcas de entretenimento, bem-estar e streaming. O segmento soma cerca de 54 milhões de brasileiros.