Valor Econômicohá 4 h
Manhã no mercado: Investidores aguardam dados de inflação no Brasil e nos EUA em meio a impasse sobre Ormuz
Macro
Resumo
Investidores aguardam divulgação de IPCA junho (amanhã) e CPI americano (quarta-feira) em meio a impasses sobre Estreito de Ormuz; Banco Central deve reduzir Selic novamente, com mercado monitorando pressões inflacionárias e preços do petróleo.

Sem avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, os investidores concentram as atenções nos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos que serão divulgados ao longo da semana. Após o relatório de empregos (“payroll”) americano surpreender com o fechamento de 23 mil postos de trabalho e reduzir as apostas em uma alta de juros, o índice de preços ao consumidor (CPI), na quarta-feira, poderá influenciar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed). No cenário local, as apostas majoritárias são de que a Selic seja novamente reduzida na próxima reunião do Banco Central, mas o IPCA de junho, a ser publicado amanhã, também poderá alterar as projeções para a trajetória dos juros. Além disso, será publicada nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que na semana passada reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No Oriente Médio, as incertezas em torno das negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz voltam a pressionar os preços do petróleo. O Irã afirma que a retomada da navegação dependeria, ao menos parcialmente, do pagamento de indenização pelos danos causados por Washington nos ataques contra Teerã. O fim das sanções e das ameaças militares também está entre as condições consideradas importantes para a reabertura da via estratégica. Segundo a Reuters, Irã e Omã estavam perto de um acordo que poderia abrir caminho para o restabelecimento da passagem segura pela rota marítima. Já o presidente americano, Donald Trump, disse em entrevista à Axios que os EUA estavam “negociando discretamente” com o Irã. “Estamos apenas observando o Irã com sua enorme inflação e o fato de que eles não têm dinheiro.” Por volta das 8h, o preço do petróleo Brent para outubro subia 1,51% em Londres, a US$ 84,81, em meio às incertezas geopolíticas. Em Wall Street, o futuro do S&P 500 rondava a estabilidade (+0,06%), após o índice renovar recorde na sexta-feira, enquanto o do Nasdaq avançava 0,26%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,18%, aos 99,72 pontos. No Brasil, o cenário externo deve seguir influenciando os ativos locais, enquanto a trajetória dos juros permanece no radar dos investidores. Na bolsa, a temporada de balanços continua, com resultados de Banco do Brasil, Itaúsa, B3, Braskem, Natura e outras companhias.