Valor Econômicohá 6 h
Devemos ver a lucratividade crescendo mais do que as receitas nos próximos anos, diz CEO da Embraer
Macro
Resumo
CEO da Embraer Francisco Gomes Neto projeta crescimento de lucratividade superior ao de receitas nos próximos anos com ganhos de eficiência; Eve (subsidiária de eVTOL) deve começar operações em 2028 com fábrica em Taubaté de 480 unidades/ano.

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, destacou o esforço da empresa de elevar sua lucratividade por meio de ajustes na linha de produção. Ganhos de eficiência foram um dos fatores que levaram a fabricante a atualizar, nesta segunda-feira (10), as suas projeções para o fim do ano. “Estamos avançando com ganhos de eficiência em toda a organização para garantir que teremos o custo estrutural correto para sustentar o negócio”, disse o executivo, em teleconferência. “Devemos ver a lucratividade crescendo mais do que as receitas nos próximos anos”, acrescentou. Confira os resultados e indicadores da Embraer e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Gomes Neto usou como exemplo os jatos executivos Prator, que em 2021 a fabricante levava 18 meses na produção do modelo, prazo que agora está perto de 8,5 meses. O executivo destacou ainda a confiança no negócio da Eve, subsidiária da Embraer a construir os chamados carros voadores. “Estamos confiantes com a contribuição da Eve para o crescimento da Embraer, sobretudo para 2029 e 2030, para complementar a estratégia para o próxima década”, disse. O executivo apontou os mais de 60 testes de voos verticais e, recentemente, o primeiro voo horizontal do modelo. A estimativa da Embraer é que o eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical) entre em operação em 2028, com início no Brasil e Estados Unidos. O executivo lembrou que a produção será em uma planta de Taubaté, com capacidade de 480 unidades por ano. A ideia é remontar as aeronaves perto das operações no futuro. “Com isso vamos sentindo o mercado. E depois vamos decidir sobre outras fábricas”, disse Gomes Neto. Junto dos dados dos segundo trimestre, a Embraer atualizou algumas de suas projeções para o fechamento do ano. Agora, a previsão é que a margem de lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) ajustada fique entre 10% e 10,6%, contra um intervalo entre 8,7% a 9,3% na projeção anterior. Já o fluxo de caixa livre ajustado foi elevado para US$ 400 milhões ou maior - antes, a estimativa era US$ 200 milhões ou mais. O restante das metas foi mantida. Do ponto de vista operacional, a Embraer estima entregas na aviação comercial entre 80 e 85 aeronaves, e na aviação executiva entre 160 e 170 aeronaves (inalterado). Na perspectiva financeira, receita continua projetada na faixa entre US$ 8,2 a US$ 8,5 bilhões. Além dos ganhos de eficiência, a mudança nas projeções foram sustentadas também por créditos tarifários, assim como o fim das tributações sobre as aeronaves enviadas aos Estados Unidos. CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto Julio Bittencourt/Valor