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Falha que atrasou abertura dos mercados em julho é ‘chamado à ação’, diz novo CEO da B3


O novo presidente da B3, Christian Egan, disse hoje que a falha técnica que atrasou a abertura dos mercados em 31 de julho servirá como um “call to action” (chamado à ação, em tradução livre) para a empresa. “Ficamos aquém do padrão que o mercado espera da B3 e, mais importante, do padrão que exigimos de nós mesmos”, afirmou o executivo em uma mensagem em inglês exibida durante a teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre para analistas e investidores. Segundo Egan, a liderança da B3 está acompanhando diretamente o episódio, e a empresa já implementa melhorias nos procedimentos operacionais. “Não estamos tratando esse episódio como algo que ficou para trás. Estamos tratando-o como um chamado à ação”, afirmou. O executivo disse ainda que a resiliência operacional é a base de tudo o que a B3 entrega e que “elevá-la de forma contínua e mensurável” é uma prioridade do seu mandato. Egan, que assumiu a presidência da B3 há pouco mais de um mês, após a saída de Gilson Finkelsztain, disse que sua prioridade desde que ocupou o novo cargo foi ouvir clientes, funcionários, reguladores e participantes do mercado. “O que encontrei reforçou minha convicção: equipes altamente talentosas, um pipeline robusto de produtos e iniciativas e uma base sólida para a criação de valor no longo prazo”, disse. Ao falar sobre sua agenda à frente da companhia, afirmou que não pretende reinventar a estratégia já definida pela B3, mas acelerar sua execução, com foco no fortalecimento da posição competitiva, em novas frentes de crescimento e na ampliação do valor oferecido aos clientes. O novo presidente da B3, Christian Egan Gabriel Reis/Valor