Rogério Lisboa, ex-vice de candidato bolsonarista, anuncia apoio a Eduardo Paes ao governo do RJ
RIO – O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) anunciou na terça-feira, 11, apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro. Lisboa era cotado como candidato a vice-governador na chapa do bolsonarista Douglas Ruas (PL), candidato de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio Guanabara, mas deixou o posto em julho após uma decisão classificada pelo Progressistas como de caráter “estritamente pessoal”.
Lisboa explica que o Progressistas decidiu pela neutralidade nas eleições para presidente e governador no Rio, decisão que liberou candidatos e filiados a manifestarem seus apoios individualmente.
“Depois de pensar e buscar em Deus a sabedoria necessária para esse momento tão delicado, tomei uma decisão. Vou apoiar para o governo do Rio de Janeiro o ex-prefeito Eduardo Paes. Essa decisão não passa por questionamentos sobre a correção ou a vontade de fazer do outro candidato da disputa, o candidato Douglas Ruas. Ela foi tomada com base na urgência que o nosso Estado tem em resolver seus graves problemas”, afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Lisboa, o momento, “de uma das crises mais profundas” no Estado, é de “nomes experientes”.
“Não é hora de correr riscos ou fazer apostas, mesmo que sejam repletas de boas intenções. É hora de ter à frente do governo alguém com experiência, a vontade e a coragem necessária para devolver o Rio de Janeiro aos seus cidadãos. Tenho convicção que Paes é o nome certo, na hora certa, para liderar essa retomada”, afirmou.

Inicialmente, Lisboa chegou a negociar compor a chapa de Paes antes de ter embarcado na candidatura de Douglas Ruas, já que os dois adversários buscam maior capilaridade na Baixada Fluminense.
Em fevereiro deste ano, posou ao lado de Flávio Bolsonaro, do ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), de Douglas Ruas e do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo em julho durante uma operação da Polícia Federal em um encontro em Brasília.

Neste mês, no entanto, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, decidiu não apoiar a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro. Os dois partidos optaram por adotar uma posição de neutralidade na disputa pelo Palácio Guanabara, encerrando a aliança anunciada em fevereiro.
O grupo de Douglas Ruas tem o desafio de superar a popularidade de Paes e garantir palanque forte para o senador Flávio Bolsonaro no berço político da família, terceiro maior colégio eleitoral do País.