NeoFeed12 de jun.

Elon Musk vira trilionário e passa a valer mais do que 198 países e toda a bolsa brasileira

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Resumo

Elon Musk atinge status de trilionário com IPO da SpaceX na Nasdaq, alcançando patrimônio equivalente ao PIB de 198 países. Notícia sobre riqueza pessoal sem impacto direto nos negócios de tecnologia e e-commerce do interesse do executivo.

O empresário Elon Musk se tornou a primeira pessoa no mundo a ostentar (ao menos no papel) o título de trilionário, um nível de riqueza impressionante, muito acima do PIB e do valor de mercado de muitas companhias.

A SpaceX estreou nesta sexta-feira, 12 de junho, na Nasdaq, após precificar seu IPO em US$ 135 por ação na quinta-feira, conferindo à companhia um valor de mercado de US$ 1,8 trilhão. Nas primeiras horas, as ações da companhia de Musk saltaram quase 30%, elevando o valuation para mais de US$ 2 trilhões.

Cálculos da Forbes apontam que a operação aumentou o patrimônio líquido de Musk em US$ 188 bilhões, para US$ 982 bilhões – isso antes do salto do pregão de hoje. Isso o consolidou como o homem mais rico do mundo com ampla folga, posição que ele já ostenta há tempos – em segundo lugar, bem distante, aparece Larry Page, cofundador do Google, com um patrimônio líquido de US$ 294,3 bilhões.

Se ser bilionário já é algo fora da compreensão, ser trilionário extrapola isso ainda mais. Enquanto um bilionário precisaria gastar US$ 27 milhões por dia durante 100 anos, sem nunca repor o patrimônio, para ficar sem dinheiro, segundo cálculos da Bloomberg, um trilionário vai muito além disso.

Se Musk gastasse US$ 1 milhão por dia, levaria 2.740 anos para “torrar” seus US$ 1 trilhão, de acordo com a ONG Oxfam. Segundo a organização, alcançar US$ 1 trilhão significaria que a riqueza de Musk cresceu mais de US$ 550 bilhões no último ano, o equivalente a uma média superior a US$ 1 milhão por minuto.

O valor é gigantesco sob qualquer ótica. Ele é maior que o PIB de 198 países, segundo o ranking elaborado pelo Banco Mundial em 2024. Se Musk fosse um país, ele seria o 20º maior, à frente de nomes como Suíça, Argentina e Dinamarca.

Com um patrimônio de US$ 1 trilhão, ele seria mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial — ou 3,8 bilhões de pessoas — somados, de acordo com a Oxfam.

É um montante que permite comprar praticamente qualquer coisa. Com esse valor, Musk poderia adquirir toda a parte inferior — aproximadamente 33% — do S&P 500, índice que acompanha o desempenho das 500 maiores empresas de capital aberto listadas nos Estados Unidos e que totaliza US$ 67 trilhões em valor de mercado.

Se quiser mirar nas maiores empresas do índice, ele consegue comprar 20% da Nvidia, avaliada em US$ 5 trilhões, ou 23% da Microsoft.

Poderia ainda acabar de vez com as disputas com Sam Altman e levar toda a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões na mais recente rodada de financiamento, ocorrida em março. A Anthropic custaria mais, após ter sido avaliada em US$ 965 bilhões em maio.

Olhando para o “nosso quintal”, Musk conseguiria comprar toda a Bolsa brasileira, atualmente avaliada em US$ 938,1 bilhões, segundo cálculos da Elos Ayta. E ainda levaria os mercados do Chile e do México juntos, com direito a troco – a bolsa chilena está na casa dos US$ 244,7 bilhões, enquanto a mexicana soma US$ 638,6 bilhões.

Caso acordasse “ousado”, Musk poderia usar US$ 1 trilhão para comprar 2 mil unidades do iate de US$ 500 milhões de Jeff Bezos, da Amazon. Ou então adquirir a Coca-Cola, avaliada em US$ 330 bilhões, e pagar um fardo de 12 latas para todos os 8,3 bilhões de habitantes do planeta, considerando que o pacote custa, em média, US$ 9 nos Estados Unidos.

Nesse espírito de “camaradagem”, ele poderia ajudar os fãs de futebol a driblar os custos da Copa do Mundo de 2026, a mais cara da história. Com US$ 1 trilhão, ele conseguiria distribuir para toda a população global dois ingressos da faixa mais barata, que custam US$ 60.